Em 2024, o relatório Verizon DBIR confirmou que 74% dos incidentes de segurança envolvem credenciais comprometidas, acessos indevidos e autenticações frágeis, reforçando por que a estratégia Zero Trust se tornou essencial para empresas que operam em ambientes híbridos.
Enquanto isso, a maioria das organizações ainda depende de VPN e senha como principal linha de defesa. Os atacantes já aprenderam a entrar pela porta da frente, com logins legítimos nas mãos.
O modelo perimetral de segurança foi construído para um mundo que não existe mais. Com equipes híbridas, dispositivos pessoais e aplicações em nuvem, o perímetro corporativo simplesmente desapareceu. E a VPN, sozinha, não consegue acompanhar essa mudança.
Neste artigo você vai entender o por quê e como a estratégia zero trust pode ser sua aliada no controle de acessos e segurança de dados.
Por que a VPN não é mais suficiente no trabalho híbrido
Como a VPN funciona na prática
A VPN cumpre seu papel, mas carrega um pressuposto perigoso: uma vez dentro da rede, o usuário é confiável. Essa lógica funcionava quando todos trabalhavam no escritório e os dados viviam em servidores locais.
Hoje, colaboradores acessam sistemas críticos de redes domésticas, aeroportos e dispositivos pessoais. Aplicações migram para a nuvem. Fornecedores precisam de acesso a sistemas internos. Nesse contexto, garantir o túnel VPN não resolve o problema de quem está do outro lado dele.
Os riscos da VPN em ambientes híbridos
Quando um atacante obtém credenciais via phishing ou vazamento de dados, ele entra pela VPN como qualquer funcionário. Com permissões excessivas e pouco monitoramento, o movimento lateral dentro da rede pode se tornar devastador em horas.
Além disso, a VPN cria gargalos de desempenho que levam colaboradores a contornar a segurança para trabalhar com mais agilidade, ampliando ainda mais a exposição da empresa.
O que é Zero Trust e por que ele resolve o que a VPN não consegue
Na prática, Zero Trust não é um produto. É um modelo estratégico baseado em um princípio direto: nunca confie, sempre verifique.
Dessa forma, cada solicitação de acesso precisa ser autenticada, autorizada e validada continuamente, levando em conta contexto, comportamento e risco. Por esse motivo, o modelo se apoia em três pilares:
- Verificação contínua: autenticação multifator e monitoramento em tempo real em cada acesso, não apenas no login inicial.
- Privilégio mínimo: cada usuário acessa somente o que é necessário para sua função, pelo tempo necessário, e nada além disso.
- Microssegmentação: a rede é dividida em zonas independentes. Se uma for comprometida, o atacante não consegue se mover lateralmente para outras áreas do ambiente.
Enquanto a VPN conecta o usuário à rede inteira, o Zero Trust, por outro lado, conecta o usuário apenas ao recurso específico que ele está autorizado a usar. Então, essa diferença muda completamente o nível de exposição da empresa.
Como implementar Zero Trust de forma progressiva
Adotar o Zero Trust não exige ruptura total da infraestrutura. Por exemplo, empresas de médio porte podem avançar de forma gradual, priorizando as camadas de maior risco.
IAM como ponto de partida
Centralizar o controle de quem acessa o quê, com revisão periódica de permissões e aplicação do menor privilégio, já reduz drasticamente a superfície de ataque. Além disso, ferramentas de PAM complementam esse trabalho nos acessos de alto risco, como contas de administrador e sistemas financeiros.
MFA em todos os acessos críticos
Dados da Microsoft apontam que o MFA bloqueia mais de 99% dos ataques baseados em senha. Da mesma forma, o ideal é ir além do SMS e adotar autenticadores de aplicativo ou chaves FIDO2, que resistem a phishing sofisticado.
Micro segmentação e monitoramento contínuo
Consequentemente, ao dividir a rede em zonas menores, a empresa limita o impacto de qualquer incidente. Soluções de SIEM, EDR e XDR permitem identificar comportamentos anômalos em tempo real e agir antes que o dano se expanda.
Desse modo, cada camada implementada já gera resultado concreto em segurança, mesmo antes da arquitetura estar completa.
Benefícios reais para proteger os dados da empresa
O relatório IBM Cost of a Data Breach 2024 mostrou que empresas com arquitetura Zero Trust reduziram em média USD 1,76 milhão no custo de violações. Além disso, o Gartner projeta que, até 2027, organizações com políticas consolidadas de Zero Trust reduzirão em até 80% os impactos financeiros de incidentes cibernéticos.
Além da redução de custos, os benefícios operacionais são igualmente relevantes, por exemplo:
– Maior visibilidade do ambiente;
– Menos fricção para equipes remotas;
– Facilidade em auditorias da LGPD.
Com controles de acesso granulares e rastreabilidade completa, a empresa demonstra conformidade de forma estruturada, não reativa.
Zero Trust também fortalece a conformidade e a competitividade
No Brasil, 52% das organizações já iniciaram sua jornada Zero Trust, segundo a IDC Brasil (2025). Portanto, quem ainda não avançou está ficando para trás tanto em segurança quanto em competitividade.
O Zero Trust deixou de ser opcional
A VPN continua sendo uma peça importante da infraestrutura de TI, porém já não consegue responder sozinha aos desafios de segurança do trabalho híbrido. O crescimento dos acessos remotos, da computação em nuvem e dos ataques baseados em credenciais exige uma abordagem mais inteligente, contínua e contextual de proteção de dados.
Nesse cenário, o Zero Trust deixa de ser tendência e passa a ser necessidade estratégica. Empresas que dessa forma, empresas que adotam modelos modernos de controle de acesso conseguem reduzir riscos, aumentar visibilidade, fortalecer a conformidade com a LGPD e proteger ambientes críticos com muito mais eficiência.
Como o Grupo Wiser Tecnologia apoia essa evolução
Para isso, o Grupo Wiser Tecnologia atua justamente nesse processo de modernização da segurança corporativa. Com expertise em infraestrutura, cibersegurança, gestão de identidade e acesso (IAM), autenticação multifator (MFA), monitoramento contínuo e arquitetura Zero Trust, assim, ajudamos empresas a fortalecer a proteção de dados sem gerar ruptura operacional.
Soluções para uma implementação progressiva
Além disso, nós desenvolvemos projetos personalizados conforme o nível de maturidade de cada negócio, integrando tecnologia, governança e performance para ambientes híbridos e em nuvem.
Sua empresa ainda depende apenas de VPN e senha para proteger dados críticos?
Então, fale com os especialistas do Grupo Wiser Tecnologia e descubra como implementar uma estratégia Zero Trust de forma progressiva, segura e alinhada às necessidades do seu ambiente corporativo.
Jony do Vale é head de Tecnologia no Grupo Wiser, tem experiência há mais de 20 anos atuando em múltiplas áreas como infraestrutura, segurança da informação e gestão de pessoas.
Perguntas frequentes
A VPN autentica o usuário, mas não controla o que ele faz depois de conectado. Em ambientes híbridos, com múltiplos dispositivos e aplicações em nuvem, essa ausência de verificação contínua representa um risco crítico quando credenciais são comprometidas.
Zero Trust é um modelo de segurança baseado no princípio “nunca confie, sempre verifique”. Ele valida continuamente cada acesso com base em identidade, dispositivo, localização e comportamento do usuário.
A implementação pode ser progressiva, começando por IAM e MFA, sem necessidade de substituir toda a infraestrutura de uma vez.
Com controle granular de acessos e rastreabilidade completa, o Zero Trust facilita auditorias e demonstra conformidade com a LGPD de forma estruturada.
O ponto de partida mais recomendado é a gestão de identidade e acesso (IAM), complementado por MFA em todos os sistemas críticos.